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quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Notícias de hoje, 12/08/2015 - Busca Maricá


Botafogo ganha ação na Justiça contra o grupo Porta dos Fundos


Do R7
Cena do vídeo que tem causado polêmica em General SeverianoReprodução










O Botafogo conseguiu na Justiça tirar do ar um vídeo do canal de humor Porta dos Fundos que satirizava a quantidade de patrocínios na camisa do clube durante o Campeonato Carioca. Além disso, o Glorioso cobra uma indenização de R$ 10 milhões pelo uso indevido da marca do clube.

Em entrevista ao UOL, o vice-diretor jurídico do Botafogo, Domingos Fleury, disse que o clube não aceita “a utilização indevida sem a composição financeira que julga merecida”.
Ainda segundo Fleury, o valor do pedido de indenização corresponde a um acordo de patrocínio. “Esse valor foi calculado pelo valor de um possível patrocínio que o time pudesse receber. Aceitaríamos um montante desse. Pela exposição da marca, fizemos esse raciocínio. Durante o processo esse valor pode até aumentar a indenização se provarmos quanto representa a exposição das mídias”, explicou.
Além do grupo Porta dos Fundos, o Botafogo teria acionado também a Adidas e o Flamengo, que aproveitaram para lançar o novo uniforme rubro-negro no vídeo filmado na Gávea, sede do Fla. “Ambos já responderam às notificações. O Flamengo se fez de desentendido e disse que não sabia que seria usada a marca do Botafogo, que somente alugou o campo”, contou Fleury.
A diretoria do Botafogo informa que não questiona o tom humorístico do vídeo. Na realidade, o que incomoda é o uso indevido de seu distintivo. 

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Grupo Nossa Alegria no encanta o público do projeto “Sob o Céu, Sob o Sol de Maricá”





Grupo Nossa Alegria foi uma das atrações da última edição do projeto "Sob o Céu, Sob o Sol de Maricá"
Na última sexta-feira (07/08), o Grupo Musical Nossa Alegria, criado e mantido pela Secretaria Municipal Adjunta do Idoso, marcou presença no projeto “Sob o Céu, Sob o Sol de Maricá”. O grupo, coordenado pelos professores Roberta Tílio e Ricardo Agura, deu um verdadeiro show na Praça Conselheiro Macedo Soares, no Centro. Para a secretária da pasta, Lezirée Figueiredo, cada apresentação é fruto de muita dedicação. “Nosso trabalho é feito com muito amor e quando o grupo se apresenta conseguimos ver no rosto de cada integrante a satisfação de estar ali”, avaliou.

Fonte: Prefeitura de Maricá

Maricá classificado para próxima fase da Copa Dente de Leite

Maricá Soccer, com apoio da Prefeitura, está classificado para próxima fase da Copa Dente de Leite
Campeonato é o principal da categoria sub-11 e reúne clubes cariocas e do interior do estado em jogos, em Campo Grande, Zona Oeste do Rio. Time da cidade tem apoio da Secretaria Municipal Adjunta de Esportes 
O Maricá Soccer, time apoiado pela Secretaria Municipal Adjunta de Esportes, está classificado para a próxima etapa da Copa Dente de Leite, maior competição de futebol para crianças de nove aos 11 anos no país com a participação dos principais clubes cariocas e do interior do estado. A nova fase acontece dia 22 de agosto, no Centro Esportivo Miécimo da Silva, em Campo Grande, Zona Oeste do Rio.
A equipe da cidade passou pelo Boa Vista, no último sábado (08/08). Após empatar sem GOLS, o vencedor foi conhecido no critério de desempate – pelo regulamento, é considerado vencedor o time com mais ataques na partida. Os jogos são rápidos, com apenas 10 minutos. Quem marcar primeiro vence. Caso isso não aconteça, entra o critério de desempate, um deles é atacar mais vezes. No segundo jogo, também muito disputado, a equipe de Maricá perdeu para o Duque de Caxias, mas garantiu a classificação no critério de desempate com outras equipes.
Além de disputar o principal campeonato nacional sub-11, os atletas terão fotos registradas em álbuns de figurinhas. A Copa Dente de Leite é uma das competições mais disputadas no país. Em 2002, quando aconteceu a primeira edição, realizada pelo Instituto Bola Pra Frente dos tetracampeões Jorginho e Bebeto, o Flamengo foi campeão, revelando o meio campo Thiago Alcântara, que hoje joga no Bayern de Munique. Além de Thiago, também jogava no time, o atacante Rodrigo Moreno, hoje no Valência da Espanha. No ano seguinte, o Fluminense levantou a taça. Em 2004, ano da última edição, o Vasco ficou com o campeonato e o time contava, por exemplo, com Phillipe Coutinho, hoje estrela do Liverpool e da Seleção Brasileira.
Para o treinador e coordenador do Maricá Soccer, Thiago Gonçalves, a Copa Dente de Leite é uma oportunidade única para os atletas da cidade. “Nossos jovens têm a possibilidade de disputar um campeonato de importância no cenário nacional. A cidade estará bem representada”, afirmou. A competição termina no dia 24 de outubro.

Fonte: Prefeitura de Maricá

Começa neste sábado a Super Copa Maricá FUT7

Começa neste sábado (15/08), na Arena ND7, no bairro de Ponta Grossa, a Super Copa Maricá FUT7. O campeonato recebe apoio da Prefeitura de Maricá, através da Secretaria Adjunta de Esportes e vai reunir 18 equipes divididas em três grupos. As partidas serão realizadas aos sábados, a partir das 14h, e domingos, após as 11h. Serão aproximadamente três meses de muito futebol. Os jogos, que começam neste sábado vão até o dia 10 de outubro, quando acontece a final.
Diversos times da cidade irão defender seu bairro, entre eles o Talentosos de São José de Imbassaí, Flamenguinho do bairro Flamengo e o Espaço 17, de Inoã. O Gama, único time de fora do município, que representará a cidade de São Gonçalo, vai tentar levar para a cidade vizinha o título. Segundo o organizador da competição, Bernardo Gomes, apesar de ser uma modalidade nova, vem conquistando muitos adeptos. “Nosso objetivo é fomentar a prática esportiva em todas as modalidades e o futebol de sete é uma realidade nos dias de hoje”, afirma.
A Liga Fut 7 é um torneio homologado pela Confederação Brasileira de Futebol 7 (CBF7) e figura entre as principais competições nacionais de futebol society. Foi criada em 2009 pela empresa Koch Tavares em parceria com a extinta Confederação de Futebol 7 do Brasil (CF7), passando a ser organizada posteriormente pela empresa HMG Sports. Em 2012 passou a ser reconhecida pela CBF7 como uma das principais competições nacionais da modalidade.
Fonte: Prefeitura de Maricá

‘Medalha para indígenas será direito de viver com qualidade’, diz articulador dos Jogos Indígenas

Entre os dias 23 de outubro e 1º de novembro deste ano, o Brasil sediará os primeiros Jogos Mundiais dos Povos Indígenas, que conta com apoio do PNUD. Marcos Terena destacou a importância da promoção da paz e do respeito à diversidade nessa celebração indígena.

Entre os dias 23 de outubro e 1º de novembro deste ano, o Brasil sediará os primeiros Jogos Mundiais dos Povos Indígenas (JMPI). Idealizado por indígenas brasileiros e contando com o apoio do Ministério do Esporte, dos governos estadual do Tocantins e municipal de Palmas e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), os jogos pretendem aproximar a comunidade global da realidade indígena com demonstrações culturais e modalidades desportivas.
Para entender o processo de idealização e concretização dos Jogos, o PNUD conversou com o articulador dos Jogos, Marcos Terena, que ressalta a importância da promoção da paz e do respeito à diversidade nessa celebração indígena.
O que significa os JMPI para a comunidade indígena brasileira?
Os JMPI é uma idealização, um sonho do índio brasileiro, que nasceu inicialmente com uma equipe de estudantes indígenas de Brasília, no final dos anos 70 e início dos anos 80. E, depois, com o lançamento dos Jogos Indígenas, que são brasileiros, com o apoio do Rei Pelé. No decorrer desse tempo, a gente convidou vários países que souberam do evento para assistir, para conhecer, e aí foi nascendo a ideia de a gente fazer um grande congraçamento dos povos, que se consolida através do esporte, da identidade cultural, do conceito holístico de cada povo, cada região, cada ecossistema.
Isso fez com que a gente também explicasse para as comunidades indígenas do Brasil a existência de índios na África, na Finlândia, na Sibéria, e, com isso, o Brasil como um todo, não só o Brasil indígena, passa a ter uma oportunidade de realizar um grande evento histórico, único no mundo, para promover a diversidade e ao mesmo tempo o respeito à igualdade que todos têm o direito de ter.
O Brasil tem várias comunidades indígenas diferentes. Como vocês se organizaram para formar uma única seleção brasileira?
Primeiramente, a gente tem que entender que os JMPI não são um campeonato de índios. Todos os indígenas querem participar, mas tem um critério, tem que ser um sistema educativo, tanto para o índio quanto para as instituições do governo, seja local ou federal, como com o engajamento do sistema ONU através do PNUD. Isso faz com que a gente tenha uma responsabilidade maior com quem venha participar dos jogos. Não podemos trazer todas as etnias do Brasil, que tem mais de 300 etnias, mas também não podemos deixar que aquela comunidade que sempre participou dos jogos brasileiros não tenha oportunidade de participar.
É uma conta muito difícil de se fazer, mas é necessária, porque a gente precisa mostrar para os outros irmãos indígenas, que vão participar do mundial, que isso é um critério de responsabilidade e também de engajamento no processo. Não é qualquer índio que pode participar. Todos podem participar, mas nesse evento a gente precisa de índios que falem suas línguas, e isso é uma dificuldade, porque há muitos índios que já perderam seu idioma, mas eles estão recuperando nos jogos brasileiros.
Também tem a questão da identidade cultural, sua vestimenta, sua característica, ela precisa estar também dentro dos jogos. E tem o mundo espiritual de cada povo. Nenhum povo indígena consegue sobreviver sem a demarcação da terra, por exemplo.
Os índios brasileiros então não têm uma língua em comum entre eles para formarem uma seleção? Como eles se comunicam entre si?
Com o Comitê Intertribal, que é a comunidade que organiza os povos para os jogos e para os grandes debates internacionais, como a Rio+20 e a Rio 92 também, fez com que nós adquiríssemos experiência em relação intertribal. Você não pode ter o mesmo tipo de conversa com o índio do Nordeste e com o índio da Amazônia, por exemplo.
Um tem 500 anos de contato, outro tem 20, 30, 100 anos de contato. Isso foi aprendizado para a gente também, de como dialogar com as diversidades, com as diferenças. Um ponto em comum: nunca mentir para os líderes indígenas. Estou me referindo ao comandante, ao chefe, a autoridade indígena que mora na aldeia. Não se trata do líder indígena de uma organização indígena. A relação é outra.
Os JMPI estão sendo formados com as aldeias e as comunidades indígenas. A gente tem uma ligação direta com as comunidades, visitar nas aldeias conforme o caso, conversar, comer com eles, vivenciar, explicar para eles como é o mundo moderno, o que significam os jogos, o que significa o Brasil receber as Olimpíadas de 2016. Então tudo isso a gente tem que traduzir para a comunidade indígena, muitas vezes o líder fala português, então você tem um coordenador daquele grupo que vai explicar para o cacique se ele vai aprovar ou não vai aprovar a ideia de participação.
Esse também é um trabalho que nós acreditamos que deveria ter sido feito pelo poder público, pelas políticas públicas de assistência aos povos indígenas, não como imposição, mas como um diálogo sempre crescente para atingir os objetivos.
Acesse a entrevista na íntegra clicando aqui: http://bit.ly/1DH4rqI

Notícias de Direitos Humanos 12/08/2015

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O Jogo da Política: Notícias sobre Política, Direito e Economia - 12/08/2015

  Notícias :Política, Direito e Economia

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência realiza eleição



O Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência de Maricá (Comdef), realizou, na manhã desta segunda-feira (10/08), eleição para a presidência. O atual presidente, René Ferreira Lazari, foi reconduzido ao cargo por cinco votos a dois. A reunião se deu na igreja Apostólica Atos II, na Mumbuca. O Comdef, assim como outros conselhos municipais, tem formação paritária de cinco membros titulares do governo e cinco da sociedade civil, e suplentes, eleitos de forma direta com base em regimento próprio, com base na Lei Municipal 239, de 28/04/2014.

Fonte: Prefeitura de Maricá Texto: Fernando Uchôa (edição: Marcelo Ambrosio)

Inscrições abertas para o I Salão de Belas Artes de Maricá



Estão abertas as inscrições para o I Salão de Belas Artes “Marco Antônio Cardoso Siqueira”, que vai acontecer no Centro de Artes e Esportes Unificados (CEU) entre os dias 12/09 e 26/09. O salão é aberto a artistas de todo o Brasil, com tema livre, e as inscrições podem ser feitas até o dia 5 de setembro no Mercado das Artes de Maricá, na Rua Álvares de Castro, em frente à Casa de Cultura de Maricá, de quinta a sábado, de 17h às 21h. 
O evento é uma iniciativa da Prefeitura de Maricá, através da Secretaria Municipal Adjunta de Cultura, Ciência e Tecnologia e conta com o apoio e curadoria do núcleo de Maricá da Federação das Academias de Letras e Artes do Estado de São Paulo (Falasp), e Academia Brasileira de Belas Artes (Abba). Os melhores trabalhos receberão prêmios honoríficos (medalhas de ouro, prata e bronze) e a inscrição é gratuita. Podem ser cadastrados trabalhos nas categorias desenho, pintura, escultura e fotografia. Clique aqui e confira o regulamento.
As inscrições também serão aceitas pelo email: salaodebelasartesdemarica@gmail.com, pelo telefone 99219-4235 ou pelo wathsapp 96463-9464. Artistas residentes fora da cidade de Maricá devem se cadastrar pelos telefones 2267-3297, 98524-0972 ou pelo e-mail acadbrasbelasart@gmail.com.

Fonte: Prefeitura de Maricá - Texto: Jorge André

Ouvidoria Municipal também na rodoviária de Itaipuaçu

Ouvidoria Municipal também na rodoviária de Itaipuaçu
Texto: Sérgio Renato | Fotos: Clarildo Menezes
Ouvidoria Municipal é mais um serviço disponível para os moradores de Itaipuaçu e região
Quatro dias depois da abertura das atividades da Secretaria Municipal Adjunta de Urbanismo, a Central de Atendimento de Itaipuaçu passou a oferecer mais um serviço à população da região. Foi inaugurado nesta segunda-feira (10/8) o posto avançado da Ouvidoria Municipal dentro do espaço, que funciona no terminal rodoviário do bairro (Rua Professor Cardoso de Menezes, s/nº - antiga Rua 1). A cerimônia teve a presença da deputada estadual e primeira dama de Maricá, Rosângela Zeidan.
Com a abertura, quem vive na região de Itaipuaçu poderá registrar suas demandas e reclamações sobre serviços públicos municipais sem ter de se deslocar até o centro da cidade, e ainda terá à disposição outros canais de comunicação com o setor, através do e-mail ouvidoriaitaipuacu@marica.rj.gov.br ou pelo telefone 2638-4982. De acordo com coordenador o posto, Moisés Perini, o cidadão poderá acompanhar pela internet o andamento de sua demanda, através de um número de processo. “Nossa expectativa é realizar até 200 atendimentos por mês, sabemos que a procura na região será grande”, projeta Moisés, que já realizou o primeiro atendimento logo após a inauguração.
A funcionária pública aposentada Ana Maria da Silva, de 56 anos, tinha ido à Central de Atendimento apenas buscar o telefone da Ouvidoria e, na chegada, descobriu que o serviço estaria disponível no local dali a alguns minutos, e acabou participando da inauguração. “Vim aqui porque queria ligar para lá e pedir uma máquina para melhorar o piso da minha rua. Foi muito bom saber que agora tem ouvidoria, bem pertinho da minha casa”, celebrou ela, que mora na Rua 37, próximo à orla.
Para um dos coordenadores da Central, Alessandro Leite, esse é o principal benefício de mais esse serviço. “Agora quem mora aqui será poupado do esforço com o deslocamento até o Centro, o que já é um ganho significativo”, ressaltou ele, antecipando que outros serviços deverão chegar ao local até o fim de agosto, como o Procon municipal e a Secretaria Adjunta de Economia Solidária, cujo foco será oferecer linhas de crédito para pequenos empreendedores. As datas de instalação de cada um deles serão definidas em reuniões nos próximos dias. Para a primeira-dama e deputada Rosângela Zeidan, o espaço assume uma importância cada vez maior para os moradores da região, principalmente com a chegada dos beneficiados pelo programa ‘Minha Casa, Minha Vida’. “Serão quase 1.500 famílias a mais vivendo por aqui, que vão precisar direcionar suas demandas ao governo, sem falar nos projetos que Itaipuaçu ainda irá receber e que vão gerar mais serviços públicos. Esta central é quase a prefeitura avançada aqui dentro”, avaliou a primeira dama.

Projeto social usa mountain bike em escola municipal do Caju


Crianças da EM João Luiz Caetano, no Caju, disputaram uma prova no lançamento do projeto Brabinhos Bike
A Escola Municipal João Luiz Caetano, no bairro do Caju, recebeu neste sábado (08/08) o lançamento da Escolinha Brabinhos Bike, projeto social que atenderá diversas crianças da localidade. Com o apoio da Prefeitura, através das secretarias adjuntas de Esportes, Turismo e Educação, e da Federação de Ciclismo do Estado do Rio de Janeiro (Fecierj), a festa de lançamento contou com o Circuito Brabus Racing Maricá, uma competição de mountain bike com percurso total de 30 km, considerado de nível intermediário. Antes da prova para os atletas de alto rendimento, as crianças percorreram o circuito montado dentro da escola.
Para a diretora da unidade, Suellen Figueiredo, a escolinha é um projeto que vai dar mais uma possibilidade para as crianças. “É importante principalmente por ser aqui no Caju, uma zona rural onde as crianças não têm muitas possibilidades", afirmou. "Abraçamos a ideia logo que surgiu. É um trabalho maravilhoso”, completou. Luiz Claudio Vargas, o Dentinho é campeão carioca, interestadual e brasileiro de mountain bike. Ele, que desde 1886 pratica o esporte, não poupou elogios ao projeto e à iniciativa da prefeitura. “Acho louvável o trabalho que está sendo feito aqui, trazendo a criançada para conhecer a bicicleta, porque precisamos de uma renovação no esporte. Foi uma sacada legal”, comentou.
A Fecierj vai doar 10 bicicletas e equipamentos para o início das aulas, que começam ainda este mês. O presidente da Brabus Race, Luiz Cláudio Ferreira, prevê bons resultados a partir deste projeto. Para ele, em pouco tempo bons atletas sairão do Brabinhos Bike. “A gente visa, em um futuro próximo, introduzir atletas no campeonato estadual e nas etapas do X-terra brasileiro. A expectativa é levar no próximo ano 20 crianças a participar dos campeonatos estadual e nacional”, pontuou.
A primeira competição começou às 10h com os alunos divididos em três categorias por faixa etária. Em seguida, diretores, professores e funcionárias da escola participaram e ao final da prova, todos ganharam medalhas de participação. Depois da brincadeira, a competição ficou séria e os ciclistas pedalaram contra o tempo para ocupar o lugar mais alto do pódio nas categorias Sub35, Master e Feminino. Uma mesa de frutas, água e suco estava à disposição de todos para hidratação.
Para o presidente da Federação de Ciclismo do Estado do Rio de Janeiro (Fecierj), Claudio Santos, o dia foi muito produtivo e o esporte tem muito a ganhar. “A renovação no esporte é muito importante, e o trabalho que está sendo iniciado aqui é importante não só para o ciclismo, mas para as crianças da localidade”, finalizou.

Fonte: Prefeitura de Maricá

Atleta de Maricá conquistou medalha de ouro no Parapan-americanos de Toronto


Lucas Araújo (terceiro a partir da esquerda) ganhou a medalha de ouro com a equipe brasileira de bocha
No último sábado (08/08), a equipe brasileira de Bocha, no qual o atleta Lucas Araújo faz parte, conquistou medalha de ouro, no primeiro dia de competições nos Jogos Parapan-americanos de Toronto 2015, que acontecem até o próximo dia 15 de agosto na cidade canadense. O morador de São José de Imbassaí subiu, emocionado, ao topo do pódio no seu primeiro Parapan. A Prefeitura de Maricá, através da Secretaria Adjunta de Assistência Social, oferece apoio ao atleta disponibilizando o transporte para a Associação Niteroiense dos Deficientes Físicos (Andef), em Niterói, onde são realizadas os seus tratamentos e treinos, no qual, segundo Lucas, foram intensificados nos últimos meses para um melhor desempenho nas provas.
Competindo por equipes na classe BC1/BC2, a equipe brasileira composta pelos atletas, José Carlos Chagas, Maciel de Souza e, o maricaense, Lucas Ferreira Araújo, ganharam o ouro no desempate por ponto average (saldo de pontos) ao igualar em número de vitórias com a Argentina e o Canadá (cada seleção venceu dois jogos). Como o Brasil ganhou da Argentina por 14 a 4 e perdeu para o Canadá no tie break, a equipe brasileira ficou primeiro lugar, com melhor saldo.
Fonte: Texto: Kelly Rodrigues

Passeata contra família homossexual reúne 2 mil pessoas em São Gonçalo-RJ

Passeata contra família homossexual reúne 2 mil pessoas em São Gonçalo

Rio - Cerca de duas mil pessoas lotaram a Avenida Nilo Peçanha, no Centro de São Gonçalo, na tarde de ontem, para participar da ‘Primeira Caminhada pela Família’, organizada por lideranças católicas e evangélicas em favor da família tradicional, formada por homem, mulher e filhos. A concentração aconteceu em frente ao Sesi-SG e teve encerramento na Igreja Matriz.
Crianças, jovens, casais e muitos idosos estiveram no ato pacífico, que teve música ao vivo, cartazes e o apoio de vereadores do município. “Estamos aqui hoje para defender a família, aquele modelo que Deus criou e fez questão de mostrar pra gente. É importante lembrar que não estamos agredindo ninguém”, argumentou o supervisor João Peclat, de 47 anos, ao lado da esposa, a propagandista Nadja Peclat, 43, e a filha Maria Eduarda, 10.

O Jogo da Política: Notícias sobre Política, Direito e Economia - 11/08/2015


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Notícias de Direitos Humanos 11/08/2015


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‘Como é que você vai botar o pobre ali?’, diz bilionário ‘dono da Barra da Tijuca’


Carlos Carvalho mostra terrenos (Foto: BBC Brasil)
Empresário Carlos Carvalho é dono das áreas onde ficam o Centro Metropolitano e a Vila dos Atletas da Rio 2016
Dono de mais de 10 milhões de metros quadrados de terras na Barra da Tijuca – bairro que sediará grande parte das instalações da Olimpíada do Rio 2016 – , o engenheiro Carlos Carvalho, conhecido como "dono da Barra", classifica os Jogos como uma "benesse de Deus" para o Rio de Janeiro.
Aos 91 anos e, desde 1951, único acionista à frente da empreiteira Carvalho Hosken (avaliada em R$ 15 bilhões), ele participa de obras no Parque Olímpico, ao lado da Odebrecht e da Andrade Gutierrez, onde, por meio de uma Parceria Público Privada (PPP), o consórcio construirá empreendimentos imobiliários a partir de 2018, em troca de quase R$ 1 bilhão de investimentos para custear a Olimpíada.
Além disso, a Vila dos Atletas, com 31 edifícios, está sendo erguida em suas terras, e caberá a ele comercializar 3.604 apartamentos no já batizado condomínio Ilha Pura, tão logo o Comitê Olímpico Internacional libere as acomodações dos mais de 17 mil competidores e equipes técnicas após os Jogos.
Ao contrário de Londres, onde a hospedagem dos atletas deu lugar a moradias acessíveis numa área revitalizada da capital britânica, no Rio os prédios seguirão a lógica do alto padrão, com direito aos "Jardins do Rei", com mais de 70 mil metros quadrados, e apartamentos que podem valer mais de R$ 1 milhão.
Quarenta anos depois de ter apostado na direção contrária ao desenvolvimento tradicional do Rio, quando começou a comprar terras na Barra (ainda um grande areal cercado de lagoas e manguezais e distante da Zona Sul), Carvalho vem colhendo os frutos da "aventura", após construir condomínios, shoppings e hotéis de sucesso – e há espaço para expansão, já que 2,5 milhões de metros quadrados de suas terras ainda estão vazios.
Sem papas na língua, em entrevista à BBC Brasil na sede de sua empresa, ele falou sobre sua história, os impactos da Olimpíada para o Rio, e respondeu a críticas sobre remoções e declarações dadas recentemente ao jornal britânico The Guardian, quando disse que a Barra representa o "novo Rio de Janeiro" como uma "cidade da elite, do bom gosto" e que, por esta razão, a Ilha Pura "precisava ser moradia nobre, e não moradia para os pobres".
Questionado pela BBC Brasil, disse que gosta dos ricos porque precisa deles, mas "prefere os pobres". Ele afirma que foi do povo e "continua sendo povo", embora admita que prefira "encher de rico" seu novo empreendimento na Vila dos Atletas.
"Você não pode pensar em tirar um favelado de onde ele vive, do habitat dele, para que ele venha a pagar aluguel e condomínio. Se ele não for preparado e se não houver um apoio correto para ensiná-lo sobre o seu novo habitat, o plano realmente não vai poder dar certo."
Foto: Prefeitura do Rio
Localizada próximo ao Parque Olímpico, conjunto de prédios da Vila dos Atletas têm mais de 3,6 mil apartamentos
Veja os principais trechos da entrevista:
BBC Brasil - Uma das críticas ao destino da Vila dos Atletas após os Jogos Olímpicos é a de que os 3.604 apartamentos serão todos parte de um empreendimento de alto padrão, ao contrário do que ocorreu em outras cidades, como Londres. Por que não dividir o espaço, contemplando também a necessidade de moradia popular no Rio de Janeiro? O senhor acredita que a Barra deva ser um bairro somente para a elite?
Carlos Carvalho - Nós já temos aqui o Conjunto Habitacional Bandeirantes, onde mora uma população de apoio, que depende muito desse centro de negócios, de gente que tem dinheiro para gastar. Aqueles que tiverem a chance de poder morar nessa região serão privilegiados. Se não puderem morar ali, vão para o Bandeirantes, senão vão mais para frente, pegando o BRT. A cidade está aberta para eles. Nós dependemos muito do jardineiro, do pedreiro, e mantemos escolas para formação desse pessoal.
Para botar tubulação de água e de luz há um custo alto, e quem mora paga. Como é que você vai botar o pobre ali? Ele tem que morar perto porque presta serviço e ganha dinheiro com quem pode, mas você só deve botar ali quem pode, senão você estraga tudo, joga o dinheiro fora. Há muitos bairros que agasalham pessoas com poder aquisitivo mais modesto. Foi o meu caso. Eu vim morar em Jacarepaguá porque era onde meu pai podia morar. Nasci ali, fiz escola pública e fiz minha vida. Cada um pode fazer a mesma coisa.
Eles (Comitê Rio 2016 e Comitê Olímpico Internacional) vão usar e devolver depois de um ano. Daí em diante, teremos ali apartamentos com serviços, em tamanhos maiores e menores. A área é do tamanho de Ipanema. Vou ter que resolver comercialmente e ver as coisas que a gente precisa fazer para que as pessoas se interessem a ir para lá. Tenho que conquistar o cliente.
E nós achamos que isso é que é fazer o lado social: ter a inteligência de gerar conforto para aqueles que podem usufruir dele. Se não as pessoas ficam só desejando, mas nunca chegam lá. Temos que fazer com que aquilo seja um encantamento, que faça com que muitas pessoas melhorem de vida para poderem usufruir. A Ilha Pura vai ter os Jardins do Rei. Nós vamos transformar todo mundo em rei. Estamos partindo para criar as bases para que uma nova cidade se desenvolva com condições satisfatórias para os moradores.
Agora, se vai morar o pobre ou o rico, o problema é do governo. Que subsidiem os pobres e os botem lá então.
BBC Brasil - Após o término dos Jogos, o consórcio formado por Carvalho Hosken, Odebrecht e Andrade Gutierrez poderá explorar grande parte das terras do Parque Olímpico para empreendimentos imobiliários. Onde devem estar localizados estes prédios? Como vê a questão da Vila Autódromo, comunidade atualmente em polêmico processo de remoção, localizada às margens do parque?
Carvalho - O Parque Olímpico é o local onde depois as crianças vão brincar e se divertir. Na área remanescente, que o município nos vendeu por cerca de R$ 1 bilhão, vamos construir empreendimentos imobiliários a partir de 2018. Alguns dos prédios vão ser construídos aqui nesta área (apontando para a faixa de terra em frente à Vila Autódromo, transformada em área verde no plano, diante dos condomínios de alto padrão).
Foto: Prefeitura do Rio
Após os Jogos, construtoras poderão explorar região do Parque Olímpico para empreendimentos imobiliários
Mas tem gente que não concorda, que acha que isso não é bom, e que tinha que deixar os que estavam lá, mas esse problema não é meu. É um problema político, que eles sabem como resolver. Quem está dando o tom é o prefeito, e nós naturalmente estamos juntos, e achamos que as providências são adequadas. É uma opinião técnica, e não política.
Ali tem muita área que não pode ser habitada, e tudo depende de como você organiza. Você só não consegue organizar com favela, até porque você não pode pensar em tirar um favelado de onde ele vive, do habitat dele, para que ele venha a pagar aluguel e condomínio. Se ele não for preparado e se não houver um apoio correto para ensiná-lo sobre o seu novo habitat, o plano realmente não vai poder dar certo.
Você não pode ficar morando num apartamento e convivendo com índio do lado, por exemplo. Nós não temos nada contra o índio, mas tem certas coisas que não dá. Você está fedendo. O que eu vou fazer? Vou ficar perto de você? Eu não, vou procurar outro lugar para ficar.
BBC Brasil - Um dos pontos polêmicos dos Jogos Olímpicos é o legado que deve ficar para o Rio. Na sua visão, quais devem ser os principais benefícios herdados pela população?
Carvalho - A Olimpíada está trazendo essa cidade para todos, estão integrando o Rio. As obras vão trazer toda a Baixada para cá, o que vai desafogar a cidade. O legado é incomensurável. Este espaço privilegiado está recebendo uma infraestrutura que permitirá um desenvolvimento urbano ordenado, que evite que o povo sofra por erros urbanos. Tenho a convicção de que a solução que está sendo dada, se não é a melhor que poderia ser, sem sombra de dúvidas já alivia em 1.000% o sofrimento que o povo vinha tendo no exercício de usar a cidade.
Na Baixada Fluminense você tem mais de 6 mil almas que levavam mais de duas horas para chegar aqui na Barra e agora, com o BRT e a Transolímpica, já estão chegando em 40 minutos. Os Jogos criaram um legado para a cidade que eu acho que R$ 100 bilhões não pagam o que vai se traduzir em benefícios que todos vão ter. Há os BRTs, o metrô, e isso vai ajudar a arrumar o espaço do lado de lá (Zona Sul).
A Olimpíada, da forma como chegou, e com as definições que trouxe aqui para o Rio, foi uma benesse de Deus para a cidade. Os Jogos vão dar a essa cidade aquilo que ela realmente representa no contexto nacional e internacional.
BBC Brasil - Na sua visão, a Barra deverá ser "o novo centro do Rio de Janeiro". Por que o senhor acredita nesta transição do desenvolvimento urbano da cidade? Quais devem ser os desafios?
Carvalho - Isso aqui virou o centro da cidade que cresce, porque do lado de lá (Zona Sul) parou, não se anda mais. E as pessoas ainda acham que tem que botar mais gente lá. Essa área aqui é cinco vezes maior do que a Zona Sul. Lá tem 25 milhões de metros quadrados, e aqui são 125 milhões. A Barra é do tamanho de Cingapura, um dos países mais ricos do mundo. Se souberem organizar, há muito futuro. Mas se não souberem, vai voltar a ser o que Cingapura era nas suas origens: lugar de marginal, de falta de educação, de tudo que era lixo que se mandava para lá. E chegou lá o inglês e deu um jeito naquilo.
Mas vamos precisar de obras de mobilidade interna. A nossa estrutura viária vai ter dificuldade de suportar o pêndulo que vai se formar de gente entrando e saindo, e essa população aumentando exponencialmente. Quando se construiu a Linha Amarela, foi igual ao Rio Nilo desenvolvendo o Egito às suas margens. Tudo veio junto.
BBC Brasil - No mapa que decora sua sala, é possível ver a Barra da Tijuca cobrindo toda uma parede, e vê-se que algumas de suas terras fazem fronteira com favelas. Houve tentativas de ocupação, ao longo dos anos? Como enxerga a questão?
Carvalho - Desde os anos 1970, quiseram transformar muitas dessas áreas em ocupação de baixa renda. Mas em termos de favela, não de baixa renda arrumada. Todo o tempo foi uma luta de defesa do patrimônio. Houve tentativa de invasão em muitas terras. Um exemplo delas é a atual favela de Rio das Pedras, mas a minha terra é a que está ao lado, limpa. A verdade é que o processo político aqui na Barra é dividido entre os que querem arrumar e se eleger, e os que querem destruir e se eleger através dos pobres, sendo pai dos pobres, fazendo um discurso falso, sem fazer aquilo que deveria ser feito. Usam o pobre para dizer que são políticos a favor do pobre. E é nisso que não quero me envolver, porque esse problema não é meu.
Foto: Reuters
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Se houvesse a invasão de todas as áreas, que era o que iam fazer em 1982, isso aqui ia ser um bairro para o populismo, para eleger gente de esquerda, prometendo aos pobres o que não iam dar. Quando eu digo pobre, é porque todo mundo é pobre no Brasil. Rico mesmo há apenas uma meia dúzia. Eu não posso dizer que sou pobre, mas posso dizer que vivo como todo mundo. Saio de casa, trabalho, pago contas, pago empregada, me preocupo com dinheiro. Eu sou rico por dentro, mas por fora não sei se sou rico.
BBC Brasil - Atualmente em crise, o mercado imobiliário está em processo de retração, acompanhando as dificuldades econômicas vividas pelo país. Como estão as vendas dos apartamentos na Ilha Pura?
Carvalho - Para mim não interessa agora. Está tudo suspenso. Temos que esperar o Brasil se definir, porque isso nos dará a postura comercial que podemos vir a tomar. Não adianta você brigar com os fatos. De repente a solução seja encher aquilo lá de favelados, ou encher de rico. Eu prefiro encher de rico, até porque se enchermos de favelados vai criar um bocado de problemas para eles.
BBC Brasil - As obras das quais o senhor participa no Parque Olímpico ocorrem em parceria com a Odebrecht e a Andrade Gutierrez, investigadas na Operacão Lava Jato. Há temor de impactos na conclusão dos trabalhos?
Carvalho - Não temo impactos. Até agora eles têm sido perfeitos. Não há nenhuma queixa, e não tenha dúvidas de que se for necessário eu ajudá-los de alguma forma, eu o farei com muita alegria, porque os objetivos estão praticamente cumpridos. Só quem gosta de ser pessimista é que fica vendo risco. Eu não estou vendo risco nenhum. Estamos na reta final, e eles vêm honrando com todos os compromissos. São companheiros de luta e estão sempre de acordo com a linha que estou seguindo.
BBC Brasil - Em entrevista recente ao jornal britânico The Guardian, o senhor afirmou que a Barra seria um local destinado à "elite e ao bom gosto", e não aos pobres. Como foi a repercussão?
Carvalho - Eu me senti confrontado com os interesses da mídia. E a mídia precisa ter assuntos provocativos, que chamem a atenção do público. Precisa da polêmica. E eu não posso nem entrar na polêmica, porque eu não faço o que eu quero. Eu faço o que me dão liberdade de fazer. Não tenho dúvidas de que vou ser sempre muito bem interpretado e também muito mal interpretado. Fiz uma aposta comigo mesmo, de que eu poderia ser útil. Pode ser que eu não seja útil e seja um criminoso. Se me acharem um criminoso, o que eu posso fazer?
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Eu procurei fazer o que era melhor, e tive que me curvar à realidade da vida. Não estou aqui com a ilusão de que todo mundo está achando que eu estou fazendo um bem. Tem gente que vai achar que eu estou fazendo um bem, tem gente que vai achar que eu estou fazendo um mal. Eu não posso fazer nada. Não estou preocupado com opiniões.
BBC Brasil - Muitos dos seus planos para o que considera ser "o novo Rio de Janeiro" ainda estão em curso, como o Centro Metropolitano e a Ilha Pura. Como imagina a Barra como o "centro do Rio", e como encaminha o futuro de sua empresa?
Carvalho - Com 91 anos, não me resta muito tempo, mas morrerei feliz se conseguir ver a cidade numa melhor posição. Acho que Deus nos deu uma oportunidade de ouro, mas evidentemente o povo e os políticos resolverão isso melhor do que nós. Eu tenho projeto de vida para 150 anos, se vou chegar lá, não sei. Para mim estou começando a vida, então não tem problema.
Tenho dois filhos que se interessam no futuro da minha empresa. Eles acreditam no que eu digo e no que eu estou fazendo, e tenho carta branca deles para agir. Eles têm estado de acordo, assim como os meus colaboradores. E se não estiverem de acordo ou pensarem diferente, eles saem, ou eu mesmo peço para saírem. Se eu só tenho mais 49 anos de vida, tenho que estar preocupado, porque ela está curta. Se ela se encerrar antes, eu já fiz o que eu gostaria de fazer na vida. Estou feliz e vou embora feliz. Mas agora, preciso continuar nesse "rame rame", porque virou um vício, é igual cocaína.
Fonte: BBC